
Vou mostrar o que tenho vindo a fazer com a Sala de Jantar. Tirei o papel autocolante do chão, pacientemente fiz tacos em madeira à escala, colei, apliquei um tapa-poros e dei várias vezes cera, para ficar com o aspecto de soalho de madeira já com alguma patine dos séculos...
Mas e que fazer com os rodapés? De madeira, como fiz noutras divisões do palacete não permitem que os móveis se encostem totalmente às paredes. Resolvir usar da mesma coerência histórica e fazer um rodapé característico de azulejos usados em escadas. Fiz de propósito para que ficassem ligeiramente tortos, tal como os originais.

Em relação ao tecto: a Planeta Agostini só me entregou duas cimalhas!! Faltava uma terceira para poder colocá-las. Havia que procurar outra solução e resolvi procurar novamente nos palácios nacionais.
Na zona norte é comum usar-se o tecto em madeira, geralmente em caixotões lavrados, ou em travejamentos ou em
masseira. Neste caso, optei por ripas de mogno, tratadas com tapa poros e enceradas. Pena que não tenha pensado nesta solução mais cedo, pois para que o resultado tivesse mais coerência, tinha sido necessário fazer também as outras divisões com tectos em madeira...

Quem tiver oportunidade de visitar o Solar de Mateus, em Vila Real, ou o Paço Episcopal de Braga vai ficar deliciado com o trabalho de marcenaria realizado nos tectos, pois por vezes parece filigrana.


E agora mais mobília nova.... Comprei esta mesa de encostar na Eurominis, mas para que a mesma se integrasse na época (e com a perna direita só podia pertencer à época D. Maria) resolvi, e a propósito de umas molduras da Zaphia (a quem agradeço as explicações) realizei estas aplicações Luís XVI, em estanho, muito perto das tendências da época. Estas mesas abundavam nos salões, não porque guardassem muita coisa, mas porque ocupavam pouco espaço, expunham objectos de bom gosto e podiam servir de mesas de apoio durante os jantares.

Neste caso, acho que neste sítio fazia falta uma peça de mobilia, mas que não impossibilitasse a passagem pelas escadas....
Foi decorada com peças da Eurominis, o mais próximas possíveis das tendências da época: a porcelana chinesa azul e branca, característica da Dinastia Ming, mas que ainda se produzia no século XVIII (Dinastia Quing) e tinha a maior simpatia dos portugueses....